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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Vereadores propõem aumento na quantidade de táxis em Goiânia


Ver. Elias Vaz
Foto: site CMG
Os vereadores Elias Vaz, do PSOL, e Santana Gomes, do PMDB, apresentaram hoje projeto de lei que cria 700 novas permissões para o serviço individual de passageiros - táxi - em Goiânia. Hoje, existem 1.231 permissões que, somadas às novas, darão um total de 1.931. O objetivo do projeto é adequar o número de táxis ao número de habitantes, segundo a média de algumas capitais brasileiras.
Vaz argumenta que a lei que determina o número de permissões é da década de 80, quando o número de habitantes estava na casa de 700 mil. Ainda, que a população teria crescido em quase 50% e que o número de permissões não acompanhou o crescimento populacional. Ele se baseou em pesquisa do site IG, feita em dezembro de 2010, em 11 capitais brasileiras.
Outra alegação do vereador é que os táxis não circulam e que acabou por se criar uma espécie de cultura do telefone. “Não adianta o passageiro esperar pela passagem de um táxi em uma via, porque ele dificilmente passa. É preciso chamá-lo por telefone”, completa.
O presidente da Associação dos Permissionários de Táxi no Município de Goiânia, Hélio Lopes, não entende a razão do projeto, diz que o projeto é polêmico e não vê necessidade desse aumento no número de permissões, já que a lei fala em um veículo para cada mil habitantes. Goiânia tem hoje 1,3 mi de habitantes, segundo o IBGE e conta com 1.231 táxis circulando.
Prós e contras
Elias Vaz está correto, mas somente em tese. Na prática, quase tudo é sistêmico e pouca coisa é simplesmente pontual. Neste caso, deve-se procurar primeiro entender porque os táxis não rodam pelas ruas, ficando parados em pontos aguardando chamados e por isso os passageiros precisam ligar para algum. Vamos pelo começo. Se não há a cultura do táxi rodar pelas ruas, presume-se pouco serviço. A razão da quantidade pequena de chamadas pode ser a valor da tarifa. O presidente da Agência Municipal de Trânsito, Mobilidade e Mobilidade – MT – Miguel Tiago da Silva, concorda que uma saída seria o barateamento da tarifa, segundo entrevista dada à rádio CBN local. Seguindo-se por este raciocínio, uma tarifa mais barata atrairia mais usuários deste serviço. Os táxis sairiam mais dos pontos, rodando mais, e, por conseguinte, os usuários saberiam que sempre poderia haver algum táxi livre passando nas vias. Neste caso, o número de chamadas poderia ser diminuído e a cultura de se esperar por um táxi na rua estaria tendo início.
Ver. Djalma Araújo
Foto: site CMG
Em matéria de Quézia Alcântara, no site da Câmara, o vereador Djalma Araújo (foto), do PT manifestou-se de forma contrária ao projeto, alegando que a categoria não havia sido ouvida e que não há demanda para a quantidade estipulada no projeto. Ainda, que foi publicado hoje edital para licitação de mais 119 permissões, o que torna essa matéria desnecessária.
 O outro lado da questão
Entretanto, há um outro lado a ser analisado. Estima-se que 25% das permissões estejam em mãos de empresários, o que não é legal, diga-se de passagem. Um táxi que rodasse mais daria uma manutenção mais cara e a manutenção é por conta do permissionário. Isto, evidentemente, não agradaria a um empresário porque ele recebe o aluguel diário, também chamado de “diária”, geralmente entre R$ 90,00 e R$ 130,00, independentemente do veículo ter ou não rodado naquele dia. É bom frisar que este valor de diária varia de acordo com o ano do veículo, com o modelo do veículo e do ponto ou da cooperativa (ou rádio táxi) a que pertence. O barateamento da tarifa serviria mais ao motorista do que ao empresário. Ele, o motorista, pagaria a diária com mais facilidade e veria seus rendimentos aumentarem.
Em se tratando de algo sistêmico, este “rodar mais” também significa um aquecimento maior no comércio de peças, pneus, manutenção de motor, de taxímetro e combustíveis. Portanto, uma ampliação na geração de receitas para o setor privado e público.
Por outro lado, não se pode esquecer que quem investe na “compra” de uma permissão e não pretende dirigir o veículo está gerando emprego e renda para duas famílias. Estas vão poder pagar aluguel, comer, ir a médico, dentista, calçar, vestir etc, tudo de forma mais tranquila. Assim, não se pode meramente atacar aquele que investe neste tipo de atividade apenas como um especulador. Ele é na verdade um investidor.
Elias Vaz não é contra a os pontos de táxi, mas avalia que não deveriam ser exclusivos de “A” ou de “B” e que poderiam ter rotatividade de táxis de várias cooperativas. “Por que um táxi que leva um passageiro ao aeroporto não pode trazer outro passageiro de là?”, questiona ele. Essa questão também tem sua especificidade. Onde os pontos se localizam há um consumo maior no comércio em torno, novamente levando ao ponto do crescimento do consumo que ajuda a manter empregos. Também e importante é observar que os pontos fixos e determinados para “A” ou “B” significam evitar uma guerra entre os taxistas por melhores pontos o que poderia acabar como a máfia das vans no Rio de Janeiro, que disputa linhas.

Ver. Santana Gomes
Foto: site CMG
O vereador Santana Gomes (foto) não foi encontrado para falar sobre a matéria.
O projeto foi aceito em plenário e será encaminhado à Comissão de Constituição, Justiça e Redação – CCJ – da Câmara Municipal de Goiânia. Após ter sua constitucionalidade avaliada por esta comissão, o projeto voltará a plenário para a primeira votação. Em sendo aprovado nesta votação, ele seguirá para a comissão temática e voltará a plenário para a segunda votação. Se aprovado nesta, irá para a sanção do prefeito. Elias Vaz não projeta prazos.

Criar a cultura de se andar de táxi não passa somente pelo barateamento da tarifa, mas também por uma campanha publicitária por parte da Prefeitura. Tal campanha se justificaria, além dos itens econômicos já mencionados, por um trânsito menos congestionado, já que o mesmo táxi iria transportar vários passageiros em horários diferentes ao longo do dia.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

"Velório a Brasileira" faz sucesso no novo Teatro Carlos Moreira

 
"Velório a Brasileira"
Foto: divulgação
 O Teatro Carlos Moreira, localizado na Rua 08 (Rua do Lazer), no centro de Goiânia, continua com as suas programações de espetáculos. Todas as quartas-feiras do mês de fevereiro e março será apresentada a comédia "Velório a Brasileira", às 20 hrs, e todos os domingos de fevereiro e março, às 17 hrs, o espetáculo infantil "Shrek". Os ingressos são populares e custam R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia). Vale a pena conferir.

“VELÓRIO À BRASILEIRA” conta a história, como o próprio título já diz, do velório de um funcionário público, no qual descobre-se que o falecido acabara de ganhar na loteria. Com isso, todas as pessoas com as quais conviveu durante sua vida se mostram mais interessadas em tirar proveito da situação, velando o amigo. O problema é que o bilhete sumiu. Começa, então, a maratona pra saber quem ficará com o prêmio.

"Velório a Brasileira"
Foto: divulgação
Uma viúva escandalosa, uma vizinha fofoqueira, um espirituoso contraditório, uma irmã com suspeitas intenções, um falso colega, um bêbado inconveniente, um elemento surpresa e uma boa dose de ganância formam o hilário retrato sobre a fragilidade de valores éticos e morais diante da possibilidade de ficar rico. A apresentação da peça tem um início bastante surpreendente. É pura confusão e diversão!

 O elenco por ordem de entrada é: Iury Alves (Defunto), Nayara Nunes (Viúva), Bruno Carvalho (Guiberto), Olivia Proença (Abigail), Bruna Coutinho (Eunice), Carlos Moreira (Teteu), Luiz Fernando (Pé de Mesa) e Willian Carlos (Edgar – Sueli).

Informações mais detalhadas sobre o teatro, peças e projetos podem ser encontradas no site www.teatrocarlosmoreira.com ou pelos telefones (62) 32233546 / 84395711.




segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Carlos Moreira inaugura teatro de mesmo nome na Rua do Lazer



Vista parcial do Teatro Carlos Moreira
Foto: divulgação
 
  O Teatro Carlos Moreira foi inaugurado em nove de fevereiro, com a comédia "Do Arco da Véia”. A programação de inauguração do teatro seguiu até o dia 13 de fevereiro (domingo), sendo nos dias 10,11,13 e no dia 12 a comédia "Velório a Brasileira". Ainda, no dia 13 de fevereiro, em horário mais cedo para a criançada, a peça "Shrek". Os espetáculos foram direcionados à população de um modo geral, mas principalmente aos comerciantes da Rua do Lazer. Na verdade, o que está acontecendo é o início da revitalização cultural da Rua do Lazer.

Os espetáculos seguem acontecendo às quartas, às 20:00 hrs, com a comédia “Velório a Brasileira”, e aos domingos, às 17:00 hrs, com “Shrek”, em fevereiro e março. O teatro fica na Rua do Lazer, entre a R.Três e a Av. Anhanguera. Maiores informações podem ser obtidas pelos telefones 32233546 e 84395711. Os ingressos custam R$ 10,00.
Veja na próxima matéria a história do Teatro Carlos Moreira.

Iniciativa privada colabora com política pública de cultura

Considerando que Goiânia nos últimos dez anos aumentou consideravelmente a sua população e também as suas necessidades de investimento nas mais diversas áreas, entre elas a cultura e a educação, algumas políticas culturais foram implantadas durante este período, haja vista a quantidade de espaços cênicos construídos nos últimos tempos: Teatro Marista - 400 lugares, Basileu França - 800 lugares, Teatro Sesi - 600 lugares, Teatro Rio Vermelho - 2.000 lugares; Teatro Madre Esperança Garrido - 790 lugares; Teatro João Alves - 300 lugares; Teatro da Unip; Teatro Zabriske; Teatro Goiânia Ouro, Teatro Cici Pinheiro e outros.

Entretanto, a produção não acompanhou o ritmo das construções. Não há espetáculos para tantas casas, na sua maioria grandes e com valores longe da nossa realidade, obrigando produções grandes e caras a restringir suas temporadas em apenas dois ou três dias, o que torna inviável a consolidação dos profissionais envolvidos. Há também a falta de uma política mais eficaz para criação de platéia, impossibilitando as casas de espetáculos de se sustentarem por meio de bilheteria, embora existam as leis de incentivo a cultura, tanto municipal quanto estadual e federal, mas que disponibilizam recursos insuficientes para tocar a demanda. Há, ainda, uma complexidade na confecção e execução dos projetos.
Apesar de tudo, há uma efervescência teatral motivada pelos inúmeros cursos de iniciação teatral, tais como a criação do Teatro Escola Basileu França, as iniciativas de Gustavo Ritler e principalmente e implantação do curso superior em Artes Cênicas pela UFG. O Teatro Carlos Moreira vem colaborar para as mudanças que estão ocorrendo, propondo uma mudança de paradigmas no que se refere a uma política de platéia, considerando a localização central, o espaço para 120 pessoas e uma galeria com 21 painéis que contam a história da mudança da capital e a criação de diversos cursos de iniciação para o teatro e dança. Oficinas voltadas para pessoas que já atuam há algum tempo na área com renomados profissionais irão incentivar a questão de ocupação de lugares.
Dando o pontapé inicial, o professor convidado para ministrar oficina é Humberto Pedrancini. A mudança de paradigmas será a ocupação do espaço que proporcionará temporadas mais longas, facilitando a divulgação para o espectador e mantendo atores e técnicos atuando por mais tempo, alem dos horários alternativos a serem implantados: às 13:00 hrs, visando preencher o espaço dos trabalhadores do comércio vizinho que possuam duas horas para o almoço, e também às 18:30 hrs, atendendo aqueles que saem do trabalho e não têm condições de retornar mais tarde para assistir os espetáculos. A iniciativa também conta com cursos de dança de salão, ballet e dança do ventre.
O apoio para as iniciativas de Carlos Moreira vem de algumas marcas que se tornaram parceiras ao longo de sua carreira e que são merecedoras de aplausos. São elas: Markos Comunicação Visual, Pizza Z, Polos Pães e Doces, Cervejaria Imperial, Micos, Address Hotel West Side e Zastras Brinquedos.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Luiz Teófilo toma posse como vereador no lugar de Paulo Borges

Da esq. para a dir.: Coronel Camelo, os vereadores Eudes
Vigor, Joãozinho Guimarães, Paulo Borges,Luiz Teófilo e
Pastor Rusemberg Barbosa
Foto: Francisco Carvalho
Tomou posse hoje como suplente o vereador Luiz Teófilo. Deu posse o segundo vice-presidente, Pastor Rusembergue Barbosa (PRB).  Ele entrou no lugar do vereador Paulo Borges (PMDB), que assumiu como secretário municipal de Habitação.
Teófilo foi suplente de vereador em parte de 2005 e 2006, foi também secretário de Fiscalização de Ação Urbana e, por último, diretor de Patrimônio da Prefeitura Municipal de Goiânia. Obteve 3.286 votos no pleito de 2008, pela coligação Goiânia em Ação (PMDB/PCdoB/PSDC), ficando como suplente. Ele agradeceu a todos, incluindo à família e recebeu elogios de Paulo Borges sobre dignidade e companheirismo.
Pretende pautar sua atuação no desenvolvimento socioeconômico, lutando para incentivar a qualificação de profissionais em diversas categorias. Para isso, estará em contato com Sest, Senat e outras instituições que possam dar o apoio necessário. Ele espera que Goiânia não mais precise receber trabalhadores oriundos de outros locais para ocupar postos de trabalho. O parlamentar avalia que isto será um grande passo para a geração de empregos. Pretende também atuar em relação à saúde e melhorar o serviço odontológico prestado pelo município. Ainda, trabalhar pelo desenvolvimento do esporte e do turismo, incluindo a volta do funcionamento do autódromo de Goiânia.
A cerimônia foi prestigiada pelo agora secretário Paulo Borges, pelo 2º secretário da Câmara, vereador Joãozinho Guimarães (PRB), pelo vereador Simeyzon Silveira (PSC), pelo presidente da Guarda Municipal, Coronel Camelo e pela Maçonaria.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Novo secretário municipal de habitação tomará posse amanhã

O vereador Paulo Borges tomará posse amanhã (27) como secretário municipal de Habitação, em Goiânia. O evento acontecerá no Paço Municipal, 6º andar, às 9 hrs da manhã.


Vereador Paulo Borges
Foto: Marcos Araújo
Borges ,50, é goianiense, empresário e analista de sistemas formado pela Unifram (SP) e pós-graduado em administração de empresas pela PUC-Goiás. Foi vice-presidente e diretor da Fecomércio, diretor de Ciência e Tecnologia da Empresa Estadual de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico-Social - Emcidec. Também foi secretário de Estado de Ciência e Tecnologia de 1998 a 1999 e diretor superintendente do Sebrae-Goiás. Foi presidente da Companhia Municipal de Processamento de Dados - Comdata - e secretário legislativo de Goiânia. É funcionário de carreira da Prefeitura Municipal de Goiânia - PMG.

Foi eleito vereador pelo PMDB, pela terceira vez, com 5.320 votos. Em sua estada na Câmara Municipal de Goiânia - CMG -, Borges elaborou 54 projetos de lei, quatro projetos complementares de lei, sete projetos de decretos legislativos e 74 requerimentos, tendo sido ainda presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação e mebro da Comissão de Meio Ambiente na CMG, no biênio 2009-2010.

É autor da lei que permite a automação de todas as bibliotecas da rede pública munipal, integrando-as à internet. Apresentou projeto de lei que cria o Conselho Municipal de Inclusão Digital na Capital. É também autor da lei "Bebê Feliz", que permite que as UTI's possam utilizar catéter em crianças cujos pais não têm como pagar pelo procedimento. Outras leis importantes também foram criadas pelo vereador..

Fontes: Bianuário da CMG e entrevista.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Luciano Pedroso tomou posse hoje na Câmara Municipal de Goiânia


Clécio Alves (dir.) empossou Luciano Pedroso (esq.)
(Foto: Francisco Carvalho)

O primeiro vice-presidente da Câmara Municipal de Goiânia, vereador Clécio Alves (PMDB), abriu a solenidade que deu posse hoje a Luciano Pedroso como primeiro suplente de vereador, na vaga deixada pelo ex-vereador Bruno Peixoto, eleito para a Assembléia Legislativa. Pedroso concorreu pela coligação Goiânia em Ação (PMDB, PCdoB e PSDC) no pleito de 2008, tendo obtido 3566 votos. Ele será efetivado quando houver vacância.

Já foram efetivados os vereadores Eudes Vigor, Denísio Trindade e Misair Lemes, nas vagas de Bruno Peixoto, Daniel Vilela e Francisco Jr., todos do PMDB. O ex-vereador Henrique Arantes (PRB), também eleito deputado estadual, foi substituído por Milton Mercêz. Com a ida do vereador Paulo Borges (PMDB) para a Secretaria Municipal de Habitação, sua vaga será ocupada por Luiz Teófilo.

Luciano Pedroso foi titular de 1º de janeiro de 1993 a 1996, assumiu como suplente em 21 de novembro de 2000, e foi novamente eleito para o período de 2001 a 2004. Foi mais uma vez reeleito para o período de 2005 a 2008.


segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Legítimo SRD em evidência

A adoção de animais não chega a ser uma política pública, mas, com certeza, é um movimento bem abrangente. Um animal de raça, com pedigree e bonitinho custa por volta de R$ 700,00 a R$ 2.500,00,  dependendo da raça e do sexo. Há animais para as mais variadas finalidades e, por isso, é importante que o futuro proprietário saiba bem o que quer de um animal para depois escolher a raça.

Entretanto, existe uma raça boa para todas as finalidades. Serve como companheiro, cuidador de quintal, para brincar com as crianças ou mesmo com gente grande etc. É um legítimo SRD, também chamado por uns de "Yellow Dog" ou "Street Dog". São mais de 400 raças puras catalogadas pelos aficcionados. Portanto, apesar de não ser puro, o nome da raça pode ficar a cargo do grau de sofisticação de cada proprietário. É o famoso vira-lata que, se bem cuidado, não tem problemas de saúde, sendo naturalmente bem resistente a esse tipo de problema que afeta mais os cães de raça pura. Pode-se conseguir um em qualquer lugar que esteja doando animais. Centros de zoonoses, clínicas veterinárias, órgãos que recolhem os animais nas ruas e cuidam deles até que um novo dono apareça, pessoas que conhecem outras que têm animais para doar etc. Custo de aquisão: zero.

Apesar de não existir custo de aquisição, é bom levar a um veterinário logo que pegá-lo ou antes, se for possível. Vacinar o animal, vermifugá-lo, dar um bom banho e por aí vai. Depois, é correr para o abraço. Ele só precisa de três coisas: água, ração e carinho. Recebendo esses itens, ele dá muito em troca. A grosso modo, os momentos iniciais do animal na companhia de um novo dono podem ser comparados à compra de um carro usado. Mesmo que o vendedor tenha dito que foi feita uma revisão no veículo, compensa trocar óleos, verificar as correias, freios etc. Isto pode evitar surpresas desagradáveis e ninguém quer adotar um animal ou comprar um carro para ter problemas.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Trânsito e intervenções pontuais

O trânsito em qualquer lugar do mundo sempre tende a ser caótico. No Brasil, com o estímulo que foi dado pela política econômica federal para a compra de carros novos, as ruas se encheram mais ainda. Se o carro zero ficou mais acessível, o usado viu sua desvalorização e quem não tinha um passou a ter.

Com isto, ruas cheias em horários fora de início e fim de expediente e congestionamentos constantes em alguns gargalos. No horário de rush, loucura total. Hoje mesmo, uma hora na Av. Anhanguera, do centro para a BR 153. Não havia acidentes ou carros enguiçados. É o trânsito aparentemente normal, apenas levando-se em conta o fim do expediente de um sábado.

Faz bem o prefeito Paulo Garcia (PT) em fazer intervenções pontuais na esperança de uma pequena melhora em determinado local. Entretanto, é sabido que uma pequena intervenção pode não ser apenas pontual, como a simples mudança de local de um ponto de ônibus. Esta aparentemente pequena alteração traz consequências sistêmicas, como alteração de vagas para estacionamento, comércios que serão prejudicados e outros que serão beneficiados; ruas que não têm estrutura para fluxos maiores de trânsito e que logo terão sua pavimentação prejudicada.

Os dados estatísticos estão à disposição das autoridades municipais de trânsito. Por que não fazer uma projeção da quantidade de veículos para daqui a 10 anos e começar a trabalhar para a implementação de uma política pública de longo prazo de trânsito desde já? Viadutos serão necessários, bem como estacionamentos verticais. Quanto aos estacionamentos, parabéns ao Executivo por estar incentivando suas construções verticais com incentivos fiscais.

Pelos dados do IBGE, senso de 2010, Goiânia tem 1,3 milhões de habitantes, distribuídos por uma área de 733 km². Em que pese a retração econômica do Governo Federal, aumentando as taxas de juros para períodos de crédito superiores a 60 meses, ainda espera-se um crescimento econômico na ordem de aproximadamente quatro por cento para 2011. Autoridades da engenharia de trânsito, mais veículos estão por vir!

Política pública de cultura gera dúvidas

Para quem é difundida a cultura? Cultura inclusiva ou excludente?

Não há por aqui um centro cultural aos moldes do CCBB do Rio de Janeiro ou de São Paulo, com cinemas, salas de vídeo e teatros a preços populares, além exposições variadas gratuitas. E boas cafeterias! Cultura ao alcance de todos!

O Projeto Goiânia Canto de Ouro, da Secretaria Municipal de Cultura da PMG, é uma boa sacada. Bom de público, com vários artistas e estilos variados de música, o tempo passa rápido. Entretanto, cobrar a inteira a R$ 12,00 por pessoa não parece ser difundir a cultura. Um pai que quer dar uma educação melhor aos filhos, digamos dois filhos, terá dificuldades em pagar R$ 48,00 para que sua esposa esteja junto, por pouco mais de uma hora de espetáculo de boa qualidade. Isto significa cultura feita para quem já tem a oportunidade de buscar e receber cultura e não para aqueles que não têm esta chance.

Hoje é dia de boa música também no Palácio da Música, onde acontece o V Goyaz Festival (vide fotos). Músicos renomados e ingresso gratuito, mas é um local bastante longe para se ir de ônibus, com um sistema de transporte coletivo que deixa a desejar.

Classe média baixa ou classe C, sem falar na D e na E, vai no máximo a um parque público. Cinema, nem pensar. Porém, estas são as classes que precisam de melhor educação e cultura. E se cultura é educação, isto nos leva a crer que a educação de qualidade é privilégio de poucos, apesar de estar ao alcance do município minorar esta triste realidade que se mostra excludente.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Esforço concentrado aprova projetos antes do recesso parlamentar

Em duas sessões de esforço concentrado, ontem e anteontem, o plenário da Câmara Municipal de Goiânia aprovou aproximadamente 20 projetos de lei. Um dos mais importantes é o de nº 314/10, referente à Lei de Diretrizes Orçamentárias – LOA –, vindo do Executivo, que estima a receita e fixa a despesa para 2011 em R$ 2,4 bi. Do total, 52% serão gastos com pessoal; 32%, com manutenção; e 10%, com investimentos. Foram destinados 2,5% (R$ 60 mi) para a reserva de contingência e uma cota de R$ 800 mil para cada vereador poder indicar obras para suas comunidades.
Os outros projetos tiveram temas variados, tais como: também de autoria do Executivo, desafetação de área pública no Parque Lozandes (PL 164/10), com aproximadamente dois mil m2; outro do executivo dispõe sobre o Conselho Municipal de Assistência Social (PL 318/10); alinda de autoria do Executivo, permuta de área pública municipal (PL 65/10) com a Arquidiocese de Goiânia; e outros, todos já em segunda votação. De autoria do vereador e presidente da Câmara, o vereador do PMDB Francisco Jr, foi aprovado o PL 058/10, que dispõe sobre a criação do banco de fotos de crianças e adolescentes estudantes de colégios municipais de Goiânia.
A Câmara, agora, caminha a passos lentos, em ritmo de festas de fim de ano. Nos corredores, apenas o pessoal administrativo. Vereadores entraram em recesso logo após a aprovação da LOA e deverão retornar às sessões plenárias em 15 de fevereiro. Antes, deverão estar na Casa no dia três de fevereiro, para a posse da nova Mesa Diretora.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Política Econômica Internacional II

A economia e o padrão de acumulação

Não foi à toa que a Europa criou sua moeda. Um dos objetivos foi a de facilitar as idas e vindas dos europeus, que querem transitar sem dificuldades nos vários países de lá. Independente de ter sido ou não um objetivo, o fato da criação do euro como moeda européia facilitou bastante esse trânsito de viajantes. Mas teria sido somente isso? Até então, o dólar ainda era – continua sendo – a moeda comercial de todos e, além disso, na Europa, cada país tinha sua própria moeda. Porém, teria sido apenas esse o motivo?

O dólar só não despencou de vez no Brasil porque o Banco Central compra essa moeda a cada vez que ela ameaça despencar, para não deixar que ela se desvalorize ao ponto de prejudicar mais ainda os exportadores que tem contratos a médio e longo prazo nessa moeda. Fica sempre no patamar de R$ 1,60, mais ou menos por aí. É uma parte da política econômica do governo. Não quero deixar de lembrar que o padrão ouro de acumulação foi substituído pelo padrão dólar. As reservas eram feitas em ouro, coisa palpável. Hoje, são feitas em dólar, papel que se deteriora de acordo com as políticas interna e externa de cada país, mas principalmente dos EUA.

Quem ainda tem dólar como investimento de longo prazo que se cuide. A tendência é uma desvalorização ainda maior. Está para acontecer um novo crash americano. Quem tem jóias ou ouro mesmo está seguro. Este continua tendo sua valorização. A crise imobiliária nos EUA, país acostumado a ver trabalhadores de classe média com suas casas próprias e dois carros na garagem na época do “welfare state”, está levando a uma inflação que eles desconhecem na mesa, na alimentação e em tudo o mais.

O “estado de bem estar social”, no qual as empresas estatais tinham também a função de proporcionar bem estar aos seus trabalhadores, foi quebrado inicialmente por eles mesmos. Os sindicatos, cada vez mais fortalecidos, faziam mais e mais exigências em prol do trabalhador. Isso onerava sobremaneira as empresas e, num dado momento, buscaram uma saída para o impasse. Como manter os lucros? Talvez, diminuindo o bem estar dos trabalhadores?

A busca de mercados com mão de obra mais barata foi uma saída. E onde está essa mão de obra mais barata? No terceiro mundo, claro! Começou a acontecer a descentralização das empresas norte-americanas. A terceirização ganhou lugar. Fomos assolados com a idéia de que isso beneficiaria o nosso “exército de reserva”. Pode ter sido assim em um primeiro momento, mas a população continua a crescer em todo o globo terrestre. Portanto, continuaremos a ter um exército de reserva.

O “marco zero” é uma idéia de que todos podemos chegar lá, sendo bastante nossa força de vontade e competência. Competência! Aí está o problema. Marco zero significa que todos saímos do mesmo ponto de partida e que tudo depende de cada um. Porém, não é assim que funciona. Não estávamos capacitados para disputar com quem sabia mais do que nós. Não tínhamos e não temos uma política adequada de qualificação de trabalhadores, de preparação de mão de obra para este embate.

Os idealizadores do neoliberalismo adoraram ver o “marco zero” não funcionar nos países de terceiro mundo. Afinal, precisavam deles para “make money”. E só se pode fazer dinheiro em cima de quem não sabe o que acontece depois? Bem, creio que pensaram assim. Como lidando com índios, deram-nos uma Globo e uma cultura de “american dream of living” (sonho de vida americano).

Política Econômica Internacional I


Cada país tem sua forma de fazer dinheiro

Na contramão do neoliberalismo introduzido no terceiro mundo pela Tríade há muitos anos, a Venezuela (Hugo Chavez) nacionaliza o que pode de indústrias multinacionais, inclusive nossa empresa petrolífera (Petrobrás) e seus lucros. Aqui, o que era estatal foi internacionalizado, menos os passivos (dívidas das empresas desestatizadas). Agora, a Venezuela dita as normas de como será de tal ponto em diante. Certo ou errado, o governo venezuelano procura com isso melhorar o desempenho da economia. Daqui a pouco, dirá que as empresas nacionalizadas precisam e deve usar a mão de obra venezuelana. Assim, o governo estará minimizando o desemprego e a fome. Na mesma direção, A Bolívia (Evo Morales) nacionaliza o gás.

No Brasil, o estadista Lula faz um belo trabalho no estrangeiro elevando o país à categoria de “passível de investimentos” e defendendo nosso biocombustível. Investimentos externos, claro, pela via dos dólares que compram ações brasileiras na Bovespa, principal bolsa de investimentos do país.

Já o “making money” americano anda caindo pelas tabelas. Uma tal de “slowdown economy” (desaceleração da economia) andou se instalando por lá e parece que gostou da moradia tanto quanto os sem-terra gostam das fazendas alheias aqui no Brasil. Os EUA andam agora a uma taxa de 5,5% de inflação ao ano e acham isso um absurdo. A taxa de desemprego está emparelhada a esse índice.

Os EUA estão, finalmente, aprendendo na própria pele o que é a formação do famoso jargão economês “exército de reserva” (quantidade considerável de massa de trabalhadores desempregados). Exército esse que eles ajudaram a formar de forma implacável no mundo todo com a política neoliberal, braço direito do capitalismo desenfreado, quando passaram a fazer parte da Tríade. Bem se vê que nunca viram uma taxa de 80% ao mês, como já aconteceu por essas bandas de cá.

O país da maquiagem numérica, Brasil, que tenta fazer parecer que a inflação é bem menor nos números do que é no bolso, consegue sobreviver a isso. Aqui está sendo dito que ela, a inflação, está nesse mesmo patamar ao ano: 4,5%. Nossas mesas sabem que não é bem assim. Classes socioeconômicas C e D não comem mais a mesma quantidade com a mesma qualidade. A classe E já não come tem tempo.

Porém, eles, os norte-americanos, estão entrando em pânico. Aliás, a elite norte-americana está entrando em pânico. Quem disse que eles também não têm miséria por lá? Após a perda sucessiva de guerras, a partir do Vietnam, começam a ver que guerrear para destruir, para depois oferecer financiamentos e mão de obra para a reconstrução, realimentando a economia, já não dá mais certo. O povo norte-americano está cansado de perder seus familiares em nome de um patriotismo (inculcado culturalmente em suas mentes) que não lhes interessa mais.

Talvez venha daí, o sucesso de Barack Obama, pré-candidato ao governo dos EUA. Seu discurso tem a promessa de que o diálogo – e não a guerra – é a saída para conflitos internacionais. Os eleitores tricolores estão votando com voto de protesto, sabendo que Hillary Clinton é a continuidade do que está agora no poder: continuação da belicosidade. Porém, quais são os conflitos internacionais além dos pseudo-religiosos? E onde os EUA se encaixam nesses conflitos?

terça-feira, 3 de junho de 2008

O carioca, a violência e a ONU

Que a violência está presente no dia-a-dia do brasileiro todo mundo sabe. Em maior ou menor grau, ela nos faz morar com grades nas janelas, sair sem saber se haverá volta ou se seremos vítimas de balas perdidas.

Assim é a vida do carioca. “Sei que saio, mas não sei se volto.” As autoridades estaduais e federais também sabem disso. Essa violência assola do pobre ao rico indiferentemente. Perpassa a vida do que sobe o morro e do que mora na cobertura de Ipanema, Zona Sul e nobre do Rio de Janeiro.

Em cidades do interior do mesmo Estado, em menor proporção, ela também se faz presente. Seqüestro-relâmpago, assaltos em portas de bancos com o dia claro, assaltos a residências etc. Assim, as casas são gradeadas e os moradores ficam presos em suas moradias, enquanto os bandidos estão soltos.

Você sabe disso? Eu também. As esferas governamentais também. Precisamos que venha alguém de fora nos dizer isso? O relator especial do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas sobre Execuções Arbitrárias, Sumárias ou Extrajudiciais, Philip Alston, fez um relatório preliminar sobre assunto e vai colocá-lo em pauta na ONU. A violência acontece de norte a sul do país e não é privilégio do terceiro mundo. No primeiro mundo, ela também está presente. Nos EUA, em Nova Iorque, por exemplo, ela está ao mesmo nível da do Rio de Janeiro ou de São Paulo. Não entendo o porquê de Mr. Alston não fazer um relatório sobre o Harlem, bairro pobre de Nova Iorque, sobre o Bronx ou mesmo sobre Nova Iorque inteira. Poderia também dissertar sobre a violência nas escolas americanas de classe média-alta, onde adolescentes levam armas para as salas de aula e cometem chacinas. No primeiro mundo pode?

Somos um país especialista em Planejamento. Temos ótimas universidades com mestrado e doutorado no assunto. A Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ – e a Universidade Cândido Mendes – UCAM – são exemplos. E são de alto nível de ensino! A violência não se combate apenas com confrontos, apesar de serem eventualmente necessários. Uma política pública de segurança eficaz precisa de planejamento de médio e longo prazo. Esse planejamento precisa passar por macro-assuntos, como a oferta de emprego, diminuição das desigualdades, melhoria da oferta de serviços de saúde à população, educação instrucional de qualidade, melhor remuneração para professores e policiais, além de tantos outros itens.

Talvez, o conhecimento da violência carioca pela comunidade internacional traga algum impacto benéfico para nossas autoridades. Afinal, a violência afeta o turismo, que afeta também o comércio e a relação de empregos vinculados a esses setores. Porém, fico me perguntando por que precisamos esperar que venha algum organismo internacional nos dizer o que estamos vendo e sofrendo na pele. E, quem sabe, até mesmo planejar por nós!

domingo, 1 de junho de 2008

Idiossincrasias Brasileiras I

Idiossincrasias Brasileiras I

- O Idioma Materno -

É muito bom ver a língua portuguesa escrita em alto estilo. Admiro isso!

Por falar em escrever bem, quem está de acordo com as mudanças que teremos na ortografia? O Parlamento Português, último entrave para a unificação de normas do idioma nos países que o falam, já deu parecer positivo. Agora, está nas mãos do Legislativo brasileiro, que já se mostrou favorável à mudança.

Não serão tantas, essas tais mudanças. Nada que não se possa digerir. Inserção de letras anglo-saxônicas que já são utilizadas no Brasil há tempo, modificação da escrita de alguns fonemas etc. A pronúncia, cada país manterá a sua. Dentre as finalidades, a facilitação da vida de quem resolve trabalhar ou estudar em um país estrangeiro de mesmo idioma.

A língua é dinâmica. Cria gírias e regionalismos. Está sempre em mutação. É viva! A Inglaterra não pensou em unificar a formatação do “seu” idioma inglês com o escrito nos EUA. E não é a língua inglesa falada nos EUA a internacional para o comércio? “Tube” continua sendo “metrô” na Inglaterra e “subway” continua sendo metrô nos EUA, bem como “lift” e “elevator”, cada um em seu país, além de inúmeros outros exemplos que poderiam ser citados aqui. Pergunta-se: A Inglaterra não tem sua diplomacia, sua política externa, seu comércio exterior? Americanos não estudam em universidades famosas inglesas e vice-versa? Supõe-se que a Inglaterra não tenha esse tipo de preocupação.

No Brasil, têm-se regionalismos de norte a sul. Com certeza, também em Portugal. Alguém sabe o que significa “entrar no rabo da bicha”? Não se preocupem, nada demais. É a forma utilizada pelos portugueses, em sua dinâmica cultural, para significar o que é entendido aqui por “entrar no fim da fila“.

Sem querer ser xenofóbico, por que adequar o português escrito no Brasil ao de Portugal? O País foi colônia econômica de Portugal. Depois, colônia econômico-cultural dos EUA, o que provocou, no mínimo, uma aculturação, caso não concordem com a transculturação. Agora, será novamente colônia cultural de Portugal?

A língua materna é um dos itens que mantêm o país unido. Já não basta o brasileiro precisar de "visto" dos americanos para transitar na própria Amazônia? O Brasil deveria estar preocupado em manter sua soberania. Sua preocupação deveria se estender à proteção de cidadãos brasileiros expulsos da Europa, principalmente da Espanha e de Portugal, por estarem lá estudando ou trabalhando. Muitas vezes, nem chegam a conseguir entrar nesses países. Por outro lado, aqui os estrangeiros entram e saem ao bel-prazer.

Segundo o Aurélio, soberania é a “propriedade que tem um Estado de ser uma ordem suprema que não deve a sua validade a nenhuma outra ordem superior.” Assim, deixo a seguinte pergunta para reflexão: um país que não tem independência cultural tem soberania?

sábado, 10 de maio de 2008

Imprensa

Objetividade e imparcialidade da imprensa
- Rasgaram o Código de Ética -
Apesar do objetivo desse espaço ser o de tratar de política e de seus caminhos, deve-se levar em consideração que política deve levar à cidadania. Falar em cidadania lembra que os meios de comunicação de massa são formadores de opinião, de comportamento, de indução ao consumo e poderiam ser também formadores de cidadania.

O que dizer sobre o modo como algumas emissoras de televisão estão conduzindo o telejornalismo no caso Isabella Nardoni? Antes, a imprensa em geral, fosse ela via jornal, rádio ou televisão, noticiava apenas o fato. Para comentar os fatos, havia programas de rádio e televisão ou espaços específicos nos jornais.

Sempre houve e sempre haverá a tendenciosidade. Porém, era mais sutil. A opinião do jornalista ficava nas entrelinhas, na forma de conduzir o texto ou “descer a matéria”, como se diz no jargão jornalístico. No texto escrito, centrava-se na prioridade que se dava a um dos seis itens que compõem o lide e o sublide: o que, quem, quando, como, onde e por que. No que o redator citasse primeiro, podia-se ver sua prioridade. Certo é que essa prioridade é em função de chamar a atenção do leitor para ler o corpo da matéria, mas também traduz a opinião do redator e aí está a tendenciosidade nas entrelinhas.

Hoje, principalmente nos telejornais do formato da Record e da Band, com exceções, claro, o fato é comentado e carregado com a opinião pessoal do locutor, quando deveria no máximo ser analisado. Tais telejornais, querendo ter bons índices de audiência, abraçam um fato crítico com tal ênfase e lhe dá um tratamento tão dramático e sensacionalista, através da emissão das opiniões pessoais dos locutores, que acabam incorrendo no erro de julgar. Essa ênfase influencia sobremaneira o público. Ou os telejornais esquecem que são formadores de opinião? É o cúmulo da tendenciosidade explícita!

O Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros, em seu Artigo 7º, inciso V, é claro ao dizer que o jornalista NÃO PODE “usar o jornalismo para incitar a violência, a intolerância, o arbítrio e o crime”. Há de se considerar a possibilidade de se estar incitando a massa humana à violência, o que pode levar a crimes, e aos outros itens do momento em que se faz telejornalismo da forma como as emissoras citadas vêm fazendo.

O Artigo 9º do mesmo Código é claro sobre a responsabilidade do jornalista, quando diz: A presunção da inocência é um dos fundamentos da atividade jornalística. Ainda, no 10º, que “a opinião manifestada em meios de informação deve ser exercida com responsabilidade”. Já no 11º, inciso II, que o jornalista NÃO PODE “divulgar informações de caráter [...] sensacionalista [...], especialmente em cobertura de crimes [...]”. Neste caso, onde se lê “de caráter sensacionalista”, leia-se de “forma sensacionalista”.

Tanto se criticou a Rede Globo por servir a A ou B, por trazer filmes “enlatados”, por produzir uma cultura artificial e criar uma realidade estrangeira no brasileiro. Entretanto, ela está dando o exemplo de condução da veiculação da informação em um telejornal. Informa os fatos. Sua característica tem se mostrado mais sutil, formando opinião, sim, mas pelo método de mostrar as imagens dos aglomerados humanos à volta da residência dos Nardoni e de seus pais, bem como a reação dessa massa humana.

Não se está aqui defendendo ou acusando alguém a quem um crime esteja sendo imputado. Se assim fosse, estaria havendo a mesma incorreção aqui criticada. O que se quer dizer é que a imprensa não tem o direito de pré-julgar. Não é essa sua função, não importando se feito por jornais, emissoras de rádio ou de televisão. O que acontece no caso da menina Isabella é que a imprensa julgou. O casal vem sendo julgado desde o início dos acontecimentos pelos telejornais, pela emissão das opiniões dos locutores, e levando a massa a julgar. Não importam os laudos periciais, as opiniões do promotor, dos advogados e demais envolvidos. Todos podem e devem ter suas versões e opiniões próprias, menos o jornalista encarregado de divulgar a notícia ou o locutor de rádio e televisão. Estes, fora do espaço adequado à análise – e somente análise – dos fatos, devem se ater à divulgação dos fatos.

Isso faz lembrar que os membros de um Júri Popular devem também ser imparciais. Será encontrado algum jurado imparcial, quando a massa de telespectadores está sendo bombardeada pela opinião dos telejornais? Quem tem o direito de julgar antes do júri?

Cria-se assim um clima de comoção social ainda maior no público-alvo, que conduz a um resultado nada satisfatório para a própria imprensa, na medida em que deixa de exercer o papel de informante, papel para o qual está qualificada, para exercer o papel de juiz, cargo para o qual não está habilitada.

Deve-se ser a favor do livre pensamento e da imprensa livre, mas que esta seja moderada, que se atenha a informar fatos e comentá-los em espaços adequados. Se ainda se estivesse falando de jornalismo investigativo, vá lá, mas está se falando de especulação.

terça-feira, 6 de maio de 2008

A mediocridade de uma vida!

Acordei sempre cedo, andei sempre muito, trabalhei sempre muito, estudei sempre muito... Sempre fui povão... Dei o melhor de mim, sempre... E sempre mal interpretado, sempre fui excluído porque queria dar, de mim, o melhor. Fui o único? Com certeza, não! Muitos dos que estiverem lendo agora já tiveram essas experiências e compartilharão da minha opinião.

As pessoas, os patrões, as empresas não querem o melhor de nós, o que de melhor tivermos para dar. Todos querem de nós o melhor para a própria conveniência deles. Simples assim! Querem que o nosso melhor seja o que mais os favoreçam e não que o melhor seja o que falsamente pediram para você dar em função de um trabalho, de uma turma de escola ou faculdade ou mesmo de uma classe social. Simples assim!

Não deixa de ser um jogo de interesses, sempre. Não deixa de ser uma espécie de tráfico de influências, tipo “manda quem pode, obedece quem tem juízo”. Não deixa de ser uma espécie de corrupção. Um tipo de corrupção em que um reles presidente de um reles de um sindicato de trabalhores qualquer, que nada faz pelos seus associados, ainda deixa de pagar ao seu próprio trabalhador o salário devido ou combinado. E esse dito presidente ainda se elege deputado, disputa cargos de secretária municipal em alguma cidade medíocre de interior, sempre por força de estar à frente de um sindicato.

Claro que existem exceções, mas são raras. Aprendi com Lia Ozório, para mim emérita mestra, uma das melhores professoras que tive na minha já longa vida, que devemos aprender a conviver com a corrupção. Porém, até que nível devemos aceitá-la como nossa vizinha, como aquela que bate insistentemente à nossa porta? Até quando devemos aceitar que ela, a corrupção, nos mantenha na mediocridade do curral eleitoral? Até onde devemos nos deixar emprenhar pelo discurso demagógico dos que nada vão fazer por nós, o povão?

Nós, do povão, somos sempre usados em função das conveniências alheias. Ou prestamos para manter a própria mediocridade em seus cargos ou somos excluídos. Ou prestamos para fazermos com que ascendam a um cargo maior ou não prestamos. Somos eleitores, somos professores, somos jornalistas, somos pais de família. Porém, qualquer que seja nossa ocupação, somos sempre formadores de opinião em determinado momento do dia.